Fotos: João salles e Alex Ferro (Riotur)
O polêmico desfile sobre a trajetória do presidente Lula (PT), na noite domingo (15), na Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro, incendiou ainda mais a oposição, que tentou barrar no Superior Tribunal Eleitoral (TSE) a homenagem.
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Na Marquês, a escola contou a história do petista desde a infância no agreste nordestino, passando pela trajetória de metalúrgico com a liderança das greves até os três mandatos de presidente da República. A figura de Lula foi exaltada na avenida e também os programas sociais de seu governo se transformando em uma vitrine para o presidente. Por outro lado, as denúncias de corrupção em gestões anteriores do petista foram ignoradas.
A Acadêmicos de Niterói também levou para avenida provocações como, por exemplo, o carro em que retratava um palhaço preso (à esq.) com a tornozeleira violada numa referência irônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
“Quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial e não opinião”, alfinetou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em sua rede social após o desfile.
Com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), de anfitrião, o presidente acompanhou parte da passagem na escola no camarote da prefeitura. Depois, ele desceu para a pista e cumprimentou integrantes da Acadêmicos de Niterói. Já a primeira-dama Janja da Silva, que, inicialmente, desfilaria no último carro, acabou desistindo, aconselhada por assessores para evitar complicações com a Justiça Eleitoral. Ela foi substituída pela cantora Fafá de Belém.
Apoiadores de Lula e de Bolsonaro se digladiam nas redes sociais. Os petistas sustentam que a história do presidente merecia ser contada. Já os opositores argumentam que se trata de propaganda antecipada e com recurso público, já que recebeu R$ 1 milhão, assim como as outras escolas do Grupo Especial.